Silicone

Manual do silicone: Como turbinar as mamas com segurança!

O silicone caiu mesmo no gosto das brasileiras. E os números não negam esse cenário, o número de cirurgias de aumento de mama por meio de implante de prótese tem crescido no Brasil. “Alguns fatores contribuíram para esse sucesso, como a diminuição das incisões, a melhoria dos implantes e a evolução dos materiais cirúrgicos e do procedimento anestésico”, afirma Luiz Eduardo Mendonça Pereira, cirurgião plástico da Clínica Bertolini. Esse quadro mostra que a indústria do silicone também evoluiu. Os pesquisadores empenharam-se na produção de implantes mamários mais seguros e compatíveis com o organismo humano, por isso podemos dizer que atualmente as próteses podem praticamente atender os desejos particulares de cada mulher.

As atuais gerações de próteses combinam três variáveis tecnológicas distintas: o revestimento externo texturizado, que diminui o risco de fibrose ao redor da prótese, a existência de uma camada intermediária, que impede o vazamento do silicone, e a presença de diferentes tipos de silicone, ao que se refere à consistência, na parte interna, que são mais macios ou mais coesivos. “Os aspectos tecnológicos relacionados à física dessas novas próteses associadas às múltiplas opções de projeção, desenho da prótese e de tipo de gel que a compõe, estabelecem inúmeras possibilidades cirúrgicas para a mulher que se candidata a cirurgia de aumento mamário”, afirma a cirurgia plástica Bárbara Machado, chefe da equipe médica da Clínica Ivo Pitanguy.

Mas, apesar de colocar silicone nos seios ter se tornado moda nos últimos anos, receber o implante não é tão simples quanto parece. Colocar a prótese oferece os mesmos riscos que outras cirurgias. “Por isso, antes de se submeter ai bisturi, procure esclarecer todas as dúvidas com o seu médico”, orienta o cirurgião plástico Alderson Luiz Pacheco.

Silicone

A simetria perfeita não existe

A história da cirurgia de implantes de mama de silicone no Brasil começou na década de 1960 e a indicação para a realização desse procedimento aumentou à medida que os materiais tiveram sua qualidade aprimorada. A redução da possibilidade de ruptura e contratura capsular são conquistas já bem consolidadas, e novos avanços ainda ocorrerão.

Mas, calma, não é por causa desses avanços tecnológicos que você deve entrar na sala do cirurgião com um modelo escolhido com base nos modelos de mamas vistas em imagens da internet ou revistas. Antes de decidir por um modelo específico de implante mamário, é preciso analisar a simetria, considerando individualmente: a altura, o peso, a largura dos ombros e as características da mama atual da mulher.

Bem, se a perfeição não existe aqui na Terra, sabe-se que, em cirurgias mamárias, a simetria total não será obtida. Se a natureza não nos fez simétricos, o cirurgião plástico não pode ser mais poderoso que ela. O que é feito na cirurgia é uma tentativa de reduzir essas imperfeições. Quando as pacientes com mamas de tamanhos ou formas diferentes são submetidas a cirurgia, é necessário que o cirurgião faça a prova de vários tamanhos de próteses, muitas vezes diferentes, até que chegue a uma combinação que julgue proporcional.

De olho no prazo de validade da prótese

O Ministério da Saúde considera que o implante deve ter uma estimativa de vida útil, ou seja, uma duração média de aproximadamente 10 anos. “Entretanto, se os exames radiológicos mostrarem que as próteses estão íntegras, não haverá necessidade de trocá-las”, avisa Alderson Luiz Pacheco. Isso é averiguado por meio da mamografia, que deve ser realizada normalmente, de acordo com a faixa etária da paciente ou por solicitação de seu médico. O exame deve ser avaliado pelo cirurgião plástico responsável pelo implante ou por um mastologista.

Como é feita a cirurgia de implante mamário

De acordo com os especialistas, na maioria dos casos, as próteses são implantadas logo abaixo da glândula mamária, sobre o músculo peitoral, para conferir um aspecto mais natural aos seios e para reduzir o risco de migração das próteses. “Nesse caso, o médico está complementando o tecido mamário por meio do uso de implante. O intuito não é substituir a musculatura”, explica Bárbara Machado.

O implante requer uma tática que consiste em um esforço delicado que o cirurgião plástico faz com as mãos, empurrando gentil, mas firmemente, a prótese para dentro da “loja” que ele confeccionou para recebê-la. A maciez do gel (que dá maleabilidade à prótese) faz que a introdução da prótese ocorra de forma mais fácil. “A perda de sangue ocorre, mas, em geral, em um volume considerado pequeno, já que a cirurgia envolvem uma área restrita do corpo e os vasos que sangram são coagulados à medida que se realiza o deslocamento da “loja” para receber o implante”, explica a cirurgiã. A cirurgia dura entre uma e três horas em média, podendo ocorrer sob anestesia geral, mas sempre com a supervisão de um anestesiologista. “A conversa com o anestesista antes da cirurgia definirá o tipo de anestesia ideal para cada paciente”, orienta Bárbara. A internação em hospital dura em média 24 horas.

A recuperação varia de acordo com o tipo de corte. Quando este é feito nas axilas, em geral o pós-operatório é um pouco mais desconfortável. Os pacientes afirmam sentir mais dor nesse caso. “Os pontos são retirados em dez dias, e os exercícios físicos mais vigorosos, com ampla movimentação dos braços, são permitidos cerca de 30 dias após a intervenção”, aconselha o cirurgião plástico Marcelo Wulkan.

Quem pode colocar silicone

O cirurgião plástico Marcelo Wulkan lista qual é o perfil dos pacientes que podem submeter-se a uma cirurgia plástica, como a de aumento de mamas.

  • Adultos com peso ideal e estável, ou com leve sobrepeso.
  • Pacientes com mamas muito pequenas em comparação ao restante do corpo.
  • Pessoas que sogrem uma repercussão psicológica da aparência das mamas, ou seja, casos em que esta dificulta a realização de atividades sociais (como fazer exercícios físicos) ou causa timidez quando elas usam roupa de banho.
  • Pacientes que têm uma mama maior que a outra ou mamas com alturas diferentes (assimétricas). Essa situação pode ter causas hereditários ou ocorrer após grande perda de peso ou amamentação.
  • Mulheres que não estão grávidas, amamentando ou com infecção em qualquer lugar do corpo.
  • Pessoas saudáveis que não têm contraindicações médicas para serem submetidas a procedimentos cirúrgicos.
  • Pacientes que não tem doenças malignas de mama. Se tiverem, devem ser avaliadas pelo cirurgião plástico em conjunto com uma equipe de mastologistas, para liberarem a realização de um procedimento no qual ocorram, conjuntamente, a plástica e a retirada de tumor.
  • Pessoas cujo organismo não apresenta dificuldade de cicatrização.
  • Pacientes que são emocionalmente estáveis, otimistas e realistas em relação à limitação do procedimento.

Contraindicações

  • Mulheres grávidas ou que amamentaram recentemente.
  • Adultos com histórico de câncer ativo de qualquer tipo, exceto tumores cutâneos de baixa malignidade.
  • Pacientes com infecção em qualquer parte do corpo com risco cirúrgico aumentado devido a alguma doença clínica.
  • Mulheres com doenças mamárias pré-malignas não tratadas e tumores de mama não tratados adequadamente.
  • Pacientes com diagnóstico confirmado de doenças reumáticas, como lúpus eritematoso e artrite reumatoide, devem conversar com seu médico, pois há possibilidade de agravamento dessas doenças.

Cuidados no pós operatório

Assim como em todas as intervenções cirúrgicas, para a cirurgia plástica existem regras que precisam ser seguidas para que o resultado seja satisfatório e não ofereça riscos ao paciente. Confira as principais regras:

  • Comida: evite ingerir frutos do mar, peixe cru ou outros alimentos com possibilidade de causas infecção gastrointestinal, que pode causar febre, prejudicando o diagnóstico correto. Isso porque a febre pode, erroneamente ser atribuída à cirurgia. Evite comer alimentos gordurosos e industrializados para que possa se ter uma cicatrização perfeita. Invista em proteínas magras como leite, ovos, iogurtes e peito de frango, evite carne vermelha, mas se mesmo assim preferir comer esse tipo de carne invista nas mais magras como mignon e patinho. Aposte em sucos naturais como o de laranja que é rico em vitamina C e na água de coco. Invista em frutas, legumes e vegetais.
  • Sutiã: mantenha o modelo indicado pelo cirurgião plástico pelo período médio de dois meses. O sutiã deve ser sem costura ou com corte a laser. Sutiãs de armação de metal não devem ser usados durante, pelo menos seis meses.
  • Cigarro: sempre que possível, abstenha-se de fumar 15 dias antes e 15 dias depois da cirurgia.
  • Dirigir: o cirurgião pode solicitar ao paciente que não dirija pelo período de 15 a 30 dias após a intervenção cirúrgica. Isso dependerá da evolução de cada paciente.
  • Na cama: procure dormir deitada de costas (de barriga para cima, pelo menos dois meses no pós operatório), para evitar distorções na posição das próteses.
  • Sol: abstenha-se de expor-se ao Sol durante cerca de dois meses. Contudo, o cirurgião responsável pela intervenção fará as considerações para cada caso.
  • Atividade física: pode ser reiniciada após dois meses, de forma lenta e gradual, por quem tiver se submetido à cirurgia de implante de silicone nos seios.

Riscos do silicone

A decisão é pessoal. Só você pode decidir se a cirurgia proposta alcançará suas metas e se as complicações e os riscos são aceitáveis. O cirurgião tem a obrigação de explicar-lhe com detalhes quais são os riscos associados à cirurgia. Por esse motivo, é necessário sua autorização por escrito nos termos de consentimento informado e esclarecido, para assegurar um correto entendimento sobre a cirurgia a qual você será submetido.

Sinta-se livre para fazer perguntas. É natural sentir ansiedade, devido à emoção e ao entusiasmo pelo seu novo visual ou ao estresse pré-operatório.

A sua parceria com o cirurgião nao acaba quando termina a cirurgia. A relação deve continuar, mesmo porque os resultados da maioria dos procedimentos plásticos cirúrgicos são permanentes, porém podem ocorrer mudanças com o passar do tempo. Por isso, as visitas regulares de seguimento da cirurgia são tão importantes.

Tipos de próteses

  • Gota: dá um aspecto natural a mama e é indicado para quem não ter intenção de alterar a forma ou o contorno da mama, desejando apenas o aumento proporcional do volume.
  • Perfil alto e super alto: modelo que tem base menor e é indicado para quem deseja projetar os seios para frente, sem tanta necessidade de preencher o colo mamário.
  • Perfil baixo e médio: tem uma base mais larga. Ideal para quando se deseja maior preenchimento do colo mamário e pouca projeção das mamas para frente.
  • Cônica: dá projeção a mama sem aumentar o volume nas laterais. Uma excelente opção para mulheres com ombros estreitos, para quem apresenta flacidez, amamentou ou perdeu peso de forma significativa e teve o volume das mamas reduzido.

One Comment

  1. CARINA 21 de outubro de 2013 Reply

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